Ritos Iniciais
Canto de Entrada
Reunido o povo, o celebrante dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.
Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.
Antífona de Entrada
Se levardes em conta, Senhor, nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão. (Cf. Sl 129, 3-4)Saudação
Terminado o canto de entrada, o celebrante e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o celebrante, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.
Em seguida, o celebrante, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
O povo responde:
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
O celebrante, o diácono ou outro ministro poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.
Ato Penitencial - Forma B
O celebrante convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.
(pausa em silêncio)
Pres.: Tende compaixão de nós, Senhor.
℟.: Porque somos pecadores.
Pres.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
℟.: E dai-nos a vossa salvação.
(segue a absolvição sacerdotal)
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
℟.: Amém.
Ato Penitencial - Kýrie (forma alternativa)
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.
Pres.: Cristo, tende piedade de nós.
℟.: Cristo, tende piedade de nós.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
℟.: Senhor, tende piedade de nós.
Oração Coleta
Pres.: Nós vos pedimos, Senhor, que vossa graça nos preceda e acompanhe e nos torne atentos para perseverar na prática do bem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Liturgia da Palavra
Leitura da carta de São Paulo aos Romanos
Rm 3,21-30Irmãos, agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas; justiça de Deus essa que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante dessa justiça não há distinção: todos pecaram e estão privados da glória de Deus, e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, realizada em Jesus Cristo. Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça em ter deixado sem castigo os pecados cometidos outrora, no tempo de sua tolerância. Assim ainda ele demonstra sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo e tornar justo aquele que vive a partir da fé em Jesus. Onde estaria, então, o direito de alguém se gloriar? Foi excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? Absolutamente não, mas, sim, pela lei da fé. Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica. Acaso Deus é só dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos. Pois Deus é um só.
Leitor: Palavra do Senhor.
℟.: Graças a Deus.
Salmo Responsorial
Sl 129(130)℟.: No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!
Leitor: Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece! ℟.:
Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero. ℟.:
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minha alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. ℟.:
Todos: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Leitor: Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois bem grande é a recompensa que nos céus tereis um dia! (Lc 6, 23ab)
Todos: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Enquanto isso, o celebrante, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do celebrante, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.
O celebrante diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Diác.: Amém.
Se não houver diácono, o celebrante, inclinado diante do altar, reza em silêncio.
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Lc 11,47-54℟.: Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo, serão pedidas contas disso a esta geração. Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes e ainda impedistes os que queriam entrar”. Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas para pegá-lo de surpresa por qualquer palavra que saísse de sua boca.
Pres.: Palavra da Salvação.
℟.: Glória a vós, Senhor.
Homilia
Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao celebrante ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias
Liturgia Eucarística
Ofertório
Inicia-se o canto do ofertório, enquanto o diácono coloca no altar o corporal com a ambula com as reservas eucarísticas guardadas no sacrário.
Oração do Senhor
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o celebrante diz, de mãos unidas:
Pres.: O banquete da Eucaristia é sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna. Unidos como irmãos e irmãs, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
O celebrante abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
O celebrante prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
Saudação da Paz
O celebrante, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.
O celebrante, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.
Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o celebrante diz:
℣.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o celebrante dá a paz ao diácono e a outros ministros.
Fração do Pão
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.
Pres.: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
O celebrante, voltado para o altar, reza em silêncio:
Pres.: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Pres.: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.
Distribuição da Comunhão
Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℣.: Amém.
E comunga.
O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, ao distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.
Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
Enquanto o celebrante comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.
Oração de Comunhão Espiritual
℟.: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo; uno-me convosco inteiramente. Não permitais que eu volte a separar-me de Vós. Amém.
Purificação dos Vasos Sagrados
Terminada a Comunhão, o celebrante, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o celebrante reza em silêncio:
Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
Então o celebrante pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.
Antífona da Comunhão
Os ricos empobrecem e passam fome, mas nada falta aos que procuram o Senhor. (Cf. Sl 33, 11)Oração Depois da Comunhão
Pres.: Deus todo-poderoso, nós vos pedimos humildemente: assim como nos alimentais com o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, fazei-nos participar da natureza divina. Por Cristo, nosso Senhor.
Ritos Finais
Bênção Final
Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
Em seguida, faz-se a despedida. O celebrante, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
O celebrante abençoa o povo, dizendo:
Pres.: Deus, de quem procede todo o bem, vos conceda reconhecer o que é reto e força para o cumprir.
℟.: Amém.
Pres.: A quem trabalha, dê o fruto do seu trabalho; a quem procura, o encontro de sua presença; e conceda a todos a alegria de saber que ele os ama.
℟.: Amém.
Pres.: E vós, que aqui recebestes os dons de sua bondade, permanecei sempre gratos e disponíveis para servi-lo em vossos irmãos.
℟.: Amém.
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
℟.: Amém.
Pres.: Ide em paz, e glorificai o Senhor com vossa vida.
℟.: Graças a Deus!
Então o celebrante beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.
Caso ocorra ainda alguma ação litúrgica, omite-se o rito de despedida.