Ritos da Santa Missa (DEV)

Tempo Comum · 3ª Semana
Domingo, 25 de janeiro de 2026
DOMINGO 3º Domingo do Tempo Comum Verde

Ritos Iniciais

Canto de Entrada

Cantai ao Senhor Deus um canto novo!

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.

Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.

Antífona de Entrada

Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e esplendor, em sua presença, santidade e beleza no seu santuário. (Cf. Sl 95,1.6)

Saudação

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:

Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

℟.: Amém.

Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:

Pres.: A graça e a paz daquele que é, que era e que vem, estejam convosco.

O povo responde:

℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, o diácono ou outro ministro poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

Ato Penitencial - Forma A

O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:

Pres.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados, para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

(pausa em silêncio)

Pres.: Confessemos os nossos pecados:

℟.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa (batem no peito) . E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

℟.: Amém.

Ato Penitencial - Kýrie (forma alternativa)

Kyrie Eleison - Missa Cum Iubilo

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.

℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Cristo, tende piedade de nós.

℟.: Cristo, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.

℟.: Senhor, tende piedade de nós.

Glória

Quando for prescrito*, canta-se ou recita-se em seguida o hino:

℟.: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

*Canta-se ou recita-se o hino nos domingos, exceto os do advento e da quaresma, nas solenidades e nas festas.

Oração Coleta

Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, dirigi nossas ações segundo a vossa vontade, para que, em nome do vosso dileto Filho, mereçamos frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Liturgia da Palavra

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do profeta Isaías

Is 8,23-9,3

No tempo passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. Pois o jugo que oprimia o povo - a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais -, tu os abateste como na jornada de Madiã.

SALMO RESPONSORIAL

Salmo Responsorial

Sl 26(27)

℟.: O Senhor é minha luz e salvação. O Senhor é a proteção da minha vida.


Leitor: O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.:

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.:

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! ℟.:

SEGUNDA LEITURA

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

1Cor 1,10-13.17

Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. Digo isso porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”, ou “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Cristo!” Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a boa-nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Todos: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Leitor: Pois do Reino a Boa Nova Jesus Cristo anunciava, e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava. (cf. Mt 4, 23)

Todos: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

EVANGELHO

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus

Mt 4,12-23 ou 12-17

℟.: Glória a vós, Senhor.


Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse a eles: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.

Homilia

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias

Credo Niceno-Constantinopolitano

℟.: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas.
(inclinam a cabeça)
E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus, e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

Oração dos Fiéis

Pres.: No caminho da fé, muitas famílias se tornam verdadeiras igrejas domésticas e sinal do amor de Deus no mundo. Nesta semana dedicada à vocação matrimonial, apresentemos a Deus nossas preces, pedindo que os casais, pais e mães encontrem em Cristo a esperança que sustenta sua missão:

℟.: Senhor, escutai a nossa prece.

1. Senhor, acolhei com carinho todos os pais e concedei-lhes sabedoria, saúde e perseverança para serem sinais do vosso amor e da vossa presença no seio da família. Rezemos ao Senhor. ℟.

2. Senhor, confortai as famílias que enfrentam crises, sofrimentos ou desunião, para que encontrem em vós a força para recomeçar sempre com fé, diálogo e esperança. Rezemos ao Senhor. ℟.

3. Senhor, fortalecei nossa comunidade para que seja um verdadeiro lar espiritual, acolhedora e orante, promovendo e acompanhando com amor todas as vocações, especialmente a vocação à vida em família. Rezemos ao Senhor. ℟.

4. Senhor, derramai vosso amor em nossos corações e fazei brotar entre nós novas vocações matrimoniais, religiosas, sacerdotais e missionárias, a serviço do vosso Reino. Rezemos ao Senhor. ℟.

Pres.: Ó Deus, que tudo fazeis germinar, crescer e frutificar, ouvi bondoso as preces que vos ofertamos de coração sincero. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Liturgia Eucarística

Preparação das Oferendas

Onde o Amor e a Caridade

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:

℟.: Bendito seja Deus para sempre!

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
℣.: Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:

℟.: Bendito seja Deus para sempre!

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
Pres.: De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Pres.: Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me do meu pecado.

Convite à Oração

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:

Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o sacrifício da Igreja, nesta pausa restauradora na caminhada rumo ao céu, seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

Oração sobre as Oferendas

Pres.: Acolhei com bondade, Senhor, as nossas oferendas para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio dos Domingos do Tempo Comum III

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:

Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.

Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.

Pres.: (cole aqui o texto oficial deste prefácio, a partir do Missal Romano, e depois marque "usar este" quando for celebrar com ele)

Santo

Sanctus - Missa Cum Iubilo

Ao seu final, une as mãos e, com o povo, conclui o Prefácio, cantando ou em voz alta dizendo:

℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

Oração Eucarística I

(O sacerdote, de braços abertos, diz)

Pres.: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, suplicantes, vos rogamos e pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, (une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo) que aceiteis e abençoeis ✠ estes dons, estas oferendas, este sacrifício puro e santo, (de braços abertos, prossegue) que oferecemos, antes de tudo, pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra, em comunhão com vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N.*, e todos os que guardam a fé católica que receberam dos Apóstolos.

℟.: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

(*) Aqui pode-se fazer menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 149.

Ⓗ Na missa com Batismo faz-se o Lembrai-vos, ó Pai próprio.

Memento dos vivos

Pres.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. (une as mãos e reza em silêncio por aqueles que quer recordar.) (De braços abertos, prossegue) e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fé e a dedicação ao vosso serviço. Por eles nós vos oferecemos e também eles vos oferecem este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, Deus eterno, vivo e verdadeiro, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

℟.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

Ⓗ Nos domingos, no Natal do Senhor e Oitava, na Epifania, na Missa da Ceia do Senhor, na Vigília Pascal e Oitava Pascal, na ascensão e no Pentecostes, diz-se o Comunicantes próprios.

"Infra actionem"

Pres.: Em comunhão com toda a Igreja, celebramos em primeiro lugar a memória da Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, a gloriosa sempre Virgem Maria, a de seu esposo São José, e também a dos Santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião) e a de todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. (Por Cristo, nosso Senhor. Amém.)

℟.: Em comunhão com vossos Santos vos louvamos!

Ⓗ Da Vigília Pascal até o 2º Domingo da Páscoa e em outras ocasiões específicas diz-se o Aceitai, ó Pai, próprio.

(O sacerdote, com os braços abertos, continua)

Pres.: Aceitai, ó Pai, com bondade, a oblação dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos. (Une as mãos.) (Por Cristo, nosso Senhor. Amém). (Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz)

Pres.: Dignai-vos, ó Pai, aceitar, abençoar e santificar estas oferendas; recebei-as como sacrifício espiritual perfeito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. (Une as mãos.)

℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres.: Na véspera de sua paixão, (toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue) ele tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, (eleva os olhos,) elevou os olhos ao céu, a vós, ó Pai todo-poderoso, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu o pão e o deu a seus discípulos, dizendo: (inclina-se levemente) (Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.) (Então prossegue)

Pres.: Do mesmo modo, no fim da ceia, (toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossege) ele tomou este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, pronunciou novamente a bênção de ação de graças e o deu a seus discípulos, dizendo: (inclina-se levemente) (Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.) Em seguida, diz:

Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo!

℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição. (O sacerdote, de braços abertos, diz)

Pres.: Celebrando, pois, a memória da bem-aventurada paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício puro, santo e imaculado, Pão santo da vida eterna e Cálice da perpétua salvação. Recebei, ó Pai, com olhar benigno, esta oferta, como recebestes os dons do justo Abel, o sacrifício de nosso patriarca Abraão e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedeque.

℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!(Une as mãos e, inclinando-se, diz)

Pres.: Suplicantes, vos pedimos, ó Deus onipotente, que esta nossa oferenda seja levada à vossa presença, no altar do céu, pelas mãos do vosso santo Anjo, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho, (ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo) sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu. (Une as mãos.) (Por Cristo, nosso Senhor. Amém).

℟.: O Espírito nos una num só corpo!

Memento dos mortos.

(De braços abertos, diz)

Pres.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz. (Une as mãos e, em silêncio, reza brevemente pelos defuntos que deseja recordar.) (De braços abertos, prossegue) A eles, e a todos os que descansam no Cristo, concedei o repouso, a luz e a paz. (Une as mãos.) (Por Cristo, nosso Senhor. Amém).

℟.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!(Bate no peito, dizendo)

Pres.: E a todos nós pecadores, e, de braços abertos, prossegue: que esperamos na vossa infinita misericórdia, concedei, não phor nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e de todos os vossos Santos. (Une as mãos.) Por Cristo, nosso Senhor. (E prossegue) Por ele não cessais de criar, santificar, vivificar, abençoar estes bens e distribuí-los entre nós. (Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo)

Doxologia

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:

Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, por todos os séculos dos séculos.
℟.: Amém.

Oração do Senhor

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Saudação da Paz

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.

Fração do Pão

Cordeiro de Deus (Frei Fabreti)

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres.:Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
℟.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz:dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.

Pres.: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Pres.: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:

Pres.: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Distribuição da Comunhão

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℣.: Amém.
E comunga.
O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, ao distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.

Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

Oração de Comunhão Espiritual

℟.: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo; uno-me convosco inteiramente. Não permitais que eu volte a separar-me de Vós. Amém.

Purificação dos Vasos Sagrados

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Pres.: Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

Antífona da Comunhão

Provai e vede quão suave é o Senhor
Aproximai-vos do Senhor e sereis iluminados e vosso rosto não se cubra de vergonha. Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. (Cf. Sl 33,6 Ou: Jo 8,12)

Oração Depois da Comunhão

Pres.: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

Ritos Finais

Bênção Final

Pres.: O Senhor esteja convosco.

℟.: Ele está no meio de nós.

De mãos estendidas sobre o povo, ou traçando sobre ele o sinal da cruz, o sacerdote diz:

Pres.: Deus, de quem procede todo o bem, vos conceda reconhecer o que é reto e força para o cumprir.

℟.: Amém.

Pres.: A quem trabalha, dê o fruto do seu trabalho; a quem procura, o encontro de sua presença; e conceda a todos a alegria de saber que ele os ama.

℟.: Amém.

Pres.: E vós, que aqui recebestes os dons de sua bondade, permanecei sempre gratos e disponíveis para servi-lo em vossos irmãos.

℟.: Amém.

Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.

℟.: Amém.

Pres.: Ide em paz, e anunciai o Evangelho do Senhor.

℟.: Graças a Deus!

O sacerdote venera o altar com um beijo e retira-se com os ministros.

Ó Senhora de Bondade Imensa